quinta-feira, 3 de novembro de 2011


O quarto estava escuro e a cama, desarrumada. As roupas dele ainda estavam no armário, e sua chícara ainda estava na escrivaninha. Ela abriu a janela e se perdeu em seus pensamentos. A brisa suave tocava seu rosto, enquanto os raios do sol invadiam o quarto. Era uma manhã de outono, e as folhas úmidas cobriam o gramado. De repente ela foi tomada por uma nostalgia intensa. Um cheiro familiar lhe despertou lembranças que a muito ela tentava esquecer. Seu coração pulsava rapidamente, fazendo sua cabeça doer com a pressão. Aquele cheiro, aquele momento, aquele quarto, aquelas lembranças… Um frio percorreu sua espinha, e ela percebeu que não havia outra saída. Estava triste e magoada, mas precisava estar novamente nos braços do seu amado naquele dia. Naquela hora. Naquele instante. Urgente.  (Bruna Viana)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Crazy life

É tanta correria, tanto vai-e-vem, tantos problemas, tanta preocupação, tantas despedidas, tantas lágrimas. São tantas dúvidas, tantos medos, tantas decepções, tantos corações partidos. É tanta solidão, tanta confusão, tanto ódio, tanta desilusão. Você acorda, toma café, e vai encarar a vida. Todos os dias. Sem parar, num círculo sem fim. E no fim do dia, quando tudo parece descansar, você já nem sabe o que vale a pena mesmo. Tanta luta, tão poucas vitórias.  Bruna Viana

domingo, 5 de setembro de 2010

...



Devia ser proibido conjugar o verbo amar no passado. Se você é capaz de dizer "eu AMAVA tal pessoa, mas já deixei de amar", então você não a amava. Quem ama de verdade, nunca esquece esse amor, mesmo que se passe o tempo, mesmo que haja distância.
Infelizmente hoje reina a banalização do amor. As pessoas mal se conhecem e já dizem "eu te amo". O amor é como uma árvore que nasce, cresce com o tempo, e precisa de cuidados. Não se ama uma pessoa sem conhecer seus defeitos e qualidades. O amor é um sentimento pleno, sem interesses, capaz de sofrer pelo amado. Por isso, defendo a ideia de que só se deve pronunciar essas três palavrinhas, quando o sentimento for verdadeiro. Aí sim, ainda que se passem 30 anos, e que os amantes estejam separados por longas distâncias, nunca se esquecerão do amor vivido.

Por: Bruna Gonçalves Viana

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Às vezes...


http://www.allmuzics.com/mp3/nxzero-agora/8.wma


... acreditamos em promessas que nos são feitas, e nos apegamos a elas, nos esquecendo que foram ditas por seres humanos. Seres que são falhos, que se esquecem do que dizem, que dizem te amo sem sentir nada...
Às vezes nos iludimos, sonhamos, e fazemos planos em cima do que nos foi prometido.
Mas geralmente, quando estamos no auge da ilusão, nos vemos sozinhos, em um barco à deriva no meio do mar. Sim, somos abandonados, e jogados na água sem nada, só com nossos sonhos... triste, mas real. É a vida, é a realidade do ser humano. Mas estou aprendendo a cada dia a lidar com isso, sei que nunca estarei completamente blindada contra as mentiras, mas saberei como lidar com a situação, quando for decepcionada por alguém.

-     Bruna Gonçalves Viana

quarta-feira, 30 de junho de 2010



" O tempo passa. Mesmo quando isso parece impossivel, mesmo quando cada batida dos ponteiros dos segundos dói como sangue pulsando sob uma hematoma, passa de modo inconstante, com guinadas estranhas e calmarias arrastadas, mas passa. Até para mim."

Stephanie Mayer

O contrário do Amor

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

terça-feira, 29 de junho de 2010

(...)"O tempo passou

... e eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele. Até que algo sensacional aconteceu. Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher que eu acabei me tornando mulher demais para ele."(...) (Tati B.)
 As únicas pessoas de que você precisa na sua vida, são aquelas que precisam de você na deles
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É muito fácil dizer que já chega, que vou esquecer tudo e que vou curtir a vida, o difícil é por isso em prática. Na realidade, o coração dói, a alma chora, e a cabeça fica a mil. Mas o tempo cura TUDO, isso é um fato. Portanto, deixe o tempo mostrar o caminho certo a seguir, e a pessoa certa em quem confiar :)
Ah, coloquei pra tocar umas músicas que não ouvia há tempos, e tem o trecho de uma que eu preciso pôr aqui!
" Te perdendo eu cresci tanto que eu não sei, se eu quero mais te encontrar... "

Ficadica, beijo!